Saiba tudo sobre investimento imobiliário antes de começar

O investimento imobiliário pode assustar, mas é possível compreender o mercado e os termos para investir com mais segurança


Foto: Sasha Pleshco/Unsplash

Apesar das inúmeras informações que se encontram pela internet, e outros meios de comunicação sobre o mercado de imóveis, falta didática. A maioria dos conteúdos são muito técnicos e nos deixam perdidos já nos primeiros parágrafos. 

Mas apesar dos nomes, às vezes difíceis e siglas que nem sempre são óbvias, o mercado imobiliário tem espaço para todos e é mais acessível do que você imagina. 

Por isso, não deixe de acompanhar este guia completo e tenha um norte na hora de realizar seu investimento imobiliário de maneira segura e sem medos. Continue lendo e aprenda tudo o que você precisa saber antes de começar! 

O que é o mercado imobiliário?

Sem muitos rodeios, podemos dizer que o mercado imobiliário é um setor financeiro baseado na compra e venda de imóveis. 

Está sempre na mira de investidores, pois apesar das crises e adversidades econômicas no país e no mundo, oferece a oportunidade de investir com mais estabilidade que outros mercados. Isso sem mencionar sua boa rentabilidade.

Como funciona o mercado imobiliário?

Como dito anteriormente, o mercado imobiliário é movimentado a partir da compra e venda de imóveis. O que faz com que ele seja cíclico, ou seja, há fases que sempre se repetem. 

Entender cada uma delas, vai fazer com que você consiga identificar as melhores oportunidades e fazer seus investimentos imobiliários com mais segurança.

Recuperação

Essa é uma fase em que se tem muitos imóveis vagos — o que os especialistas chamam de taxa de vacância. E é ainda nela que acontece uma certa virada de chave e inicia-se uma “recuperação”, registrando um aumento na procura.

É aqui que ocorre um reaquecimento no setor imobiliário, em que a demanda e a oferta se equilibram, mas isso leva alguns anos, não é uma fase imediata. Assim, os preços começam a se estabilizar ou subir, como no caso dos aluguéis, por exemplo.

Expansão

Podemos dizer que, atualmente, estamos na fase de expansão. Um período de crescimento na demanda e diminuição na taxa de vacância. 

Os números de lançamentos imobiliários passam a aumentar, contudo, como dito anteriormente, essas fases levam tempo, assim como a conclusão de uma construção. É nesse período que acontece o aumento da procura de imóveis, tanto para compra como para locação.

O resultado desta é um grande estoque de imóveis, o que nos leva para a próxima etapa.

Sobreoferta

Imagine um cenário com mais números de imóveis para vender do que compradores para comprar. O resultado? Vendas estagnadas. Essa é a fase da sobreoferta.

Se você já estudou sobre a lei da oferta e da demanda, percebeu seu protagonismo nessa situação. Se há um desequilíbrio entre as duas e o estoque de imóveis é maior que o mercado, não tem crescimento no valor das propriedades e, consequentemente, há uma diminuição no volume de novas construções.

Para quem investe, isso não quer dizer necessariamente prejuízo, não há grande valorização, mas também não se perde dinheiro. 

Agora para quem vai comprar, é o momento ideal, pois além de se ter mais opções para escolher o imóvel desejado, pode-se negociar os valores já que estes não tendem a valorizar tão rápido.

Recessão

Aqui temos uma fase que representa momentos distintos a partir de pontos de vistas diferentes: para construtoras e incorporadoras, pode ser considerado um período de prejuízos e “vacas magras”, mas para quem deseja comprar ou locar um imóvel, é um momento favorável, tendo em vista a grande estagnação dos preços. 

É importante ressaltar mais uma vez que, além de cada fase levar tempo para começar e concluir, o mercado imobiliário é cíclico, o que quer dizer que a roda da economia imobiliária voltará a subir e os imóveis comprados na fase de recessão terão sua valorização no futuro, mesmo que distante.

Fonte: Blog Tecnisa