Saiba qual é o metro quadrado mais caro do Brasil

Santa Catarina e Espírito Santo ofereceram os terrenos mais valorizado do País em 2022; confira a lista completa


Foto: Wikimedia/Commons

Balneário Camboriú (foto) é a cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil. A cidade catarinense tem o m² avaliado em R$ 11.447 m², de acordo com o Índice FipeZap+ de Venda Residencial divulgado neste mês pelo DataZap+. Só no mês de dezembro, o município registrou valorização de +0,94%, o que contribuiu para fechar 2022 com valorização de +21,73%.

Logo atrás de Balneário Camboriú aparece Vitória (ES) como a segunda cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil. O preço é de R$ 10.481 m², resultado de uma variação positiva de +23,23% no ano. O top três é fechado por Itapema (SC), onde o metro quadrado está avaliado em R$ 10.303 e o crescimento apontado em 2022 foi de +16,55%.

Confira a lista das 10 cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil:

  • Balneário Camboriú (SC) - R$ 11.447,00
  • Vitória (ES) - R$ 10.481,00
  • Itapema (SC) - R$ 10.303,00
  • São Paulo (SP) - R$ 10.196,00
  • Rio de Janeiro (RJ) - R$ 9.860,00
  • Florianópolis (SC) - R$ 9.569,00
  • Itajaí (SC) - R$ 9.380,00
  • Brasília (DF) - R$ 8.726,00
  • Curitiba (PR) - R$ 8.522,00
  • Barueri (SP) - R$ 8.354,00

Fonte: Índice FipeZap+ (Janeiro/2023)

Variação de preços em 2022

O preço de venda dos imóveis residenciais registrou alta de 0,30% em dezembro de 2022. O crescimento significa uma desaceleração em relação ao avanço de 0,46% alcançado em novembro. A maior variação positiva do mês foi em Campo Grande (MS), onde a alta foi de +2,17%, seguida por São José dos Campos (SP), com +1,91%, e Itapema (SC), com +1,72%. 

Já entre as maiores valorizações registradas em 2022, nenhuma cidade do País conseguiu tirar o trono de Vitória, capital do Espírito Santo (+23,23%). No entanto, não foi por falta de tentativa. Diversas regiões também apresentaram crescimento significativo durante o período: Balneário Camboriú (+21,73%), Vila Velha (+21,46%), Goiania (+20,91%) e São José dos Campos (+19,42%) se destacam entre elas. 

Por: Breno Damascena
Fonte: Estadão

Mercado imobiliário: por que o investimento em tecnologia ainda deve aumentar em 2023?

É claro que existe um certo receio ao utilizar os novos meios digitais para fazer operações monetárias, a tecnologia traz com ela os riscos de fraudes digitais


Foto: Sebastian Svenson/Unsplash

Nos últimos anos, a tecnologia vem desempenhando um papel cada vez mais importante no mercado financeiro e imobiliário. Diante dessas mudanças, os consumidores estão se tornando mais conectados e exigentes em relação aos serviços que utilizam. E, em contrapartida, estão confiando cada vez mais na tecnologia. Por exemplo, estudo da Serasa Experian, realizado no início de 2022, aponta que, a nível global, 72% dos consumidores confiam nas carteiras digitais para realizar seus pagamentos. No Brasil, esse índice supera a média global, alcançando uma marca de 87%.

Neste momento, infelizmente por todo o contexto que vivíamos, as assessorias e fintechs de crédito imobiliário precisaram investir em soluções tecnológicas para fornecer a seus clientes uma maior acessibilidade ao crédito para financiamento de imóveis. A necessidade do momento único na história em que tudo precisou ocorrer de forma digital, sem a possibilidade de sair de casa para resolver o que quer que fosse foi fundamental para a evolução do processo de captação de crédito.

Desde a avaliação de risco até a tomada de decisão de crédito e o gerenciamento de empréstimos, a tecnologia está transformando a maneira como as instituições financeiras operam. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras investem cerca de R$ 30 bilhões em tecnologia anualmente, sendo que, deste total, 10% são voltados para a segurança da informação. A infraestrutura bancária no Brasil é uma das maiores do mundo, capaz de suportar 120 bilhões de transações a cada ano.

Além disso, os avanços tecnológicos abrem um novo leque de opções para quem quer realizar o maior sonho do brasileiro: a casa própria. Ao aproximar as soluções de crédito dessas pessoas vemos que há uma parcela delas que antes só tinham acesso às linhas de crédito dos bancos tradicionais e, por diversos fatores como dificuldade de comprovação financeira, trabalho autônomo, endereço em outro país, não conseguiam ter a aprovação.

É neste ponto de transformação que estamos. Hoje é possível acessar plataformas online, sites de instituições financeiras e fintechs para pesquisar condições diferenciadas de crédito imobiliário, fazer simulações, aprovar o valor do crédito e fechar o negócio por assinatura digital – tudo isso em uma velocidade cada vez mais rápida, por conta dos processos assertivos realizados por ferramentas digitais. Isso deve ainda evoluir com o surgimento de ferramentas como o ChatGPT e outras inteligências artificiais.

A transição para o digital dentro do mercado imobiliário - É claro que existe um certo receio ao utilizar os novos meios digitais para fazer operações monetárias. A tecnologia traz com ela os riscos de fraudes digitais, no entanto o cliente tem a seu favor diversas fontes de consulta à reputação das empresas. Mas hoje já existem recursos como reconhecimento facial e biometria que permitem diminuir o número de fraudes e trazer mais segurança ao consumidor.

Mesmo assim, é sempre importante pesquisar antes de fechar negócio, seja por meio das indicações da incorporadora, imobiliária ou corretor que efetuou a venda do imóvel ou por avaliações de outros clientes. Ter uma recomendação e um histórico da empresa vai ajudar a evitar as ciladas.

Com o passar do tempo, novos processos serão criados e recriados para tornar o processo da captação do crédito imobiliário ainda mais simples, rápido e seguro. Pelo constante avanço da tecnologia, ainda vamos evoluir muito no acesso e desburocratização do crédito e, quem sabe, ter o auxílio de novos robôs nesse setor.

Por: Armando Botelho*
*Diretor comercial da Creditú, fintech de empréstimos imobiliários, com presença no Brasil, Chile, Peru e México.
Fonte: Startupi

Imóvel de alto padrão x imóvel de luxo: veja as diferenças


Foto: Elina Sazonova/Pexels

A princípio, muitas pessoas pensam que os termos “imóvel de luxo” e “imóvel de alto padrão” significam a mesma coisa. Entretanto, embora sejam frequentemente usados como sinônimos, há diferenças sutis entre eles.

Para um investidor de alto poder aquisitivo, sua decisão não é influenciada por fatores econômicos, mas pela busca por produtos exclusivos e diferenciados, priorizando o conforto e a sofisticação.

Se você é um desses consumidores ou tem interesse neste tipo de conteúdo, continue a leitura do artigo para entender o que define um imóvel de alto padrão e um imóvel de luxo, assim como suas diferenças. Vamos lá?

O que define um imóvel de alto padrão?

A definição de um imóvel de alto padrão pode variar dependendo do mercado imobiliário e da localização, mas geralmente se refere a propriedades que apresentam características e comodidades de luxo e exclusividade.

Algumas das características que geralmente são associadas a imóveis de alto padrão incluem:

Localização privilegiada - Geralmente em bairros nobres, próximos a áreas verdes, praias ou com vistas panorâmicas;

Tamanho do terreno e da construção: geralmente são maiores que a média e apresentam mais espaço e privacidade.

Acabamentos de luxo - Como pisos de mármore ou madeira nobre, metais de alta qualidade, armários embutidos, entre outros.

Tecnologia e automação - Sistemas de segurança sofisticados, iluminação inteligente, sistemas de som e home theater, entre outros; Confira como deixar a sua casa inteligente.

Áreas de lazer privativas - Piscinas, áreas gourmet, saunas, academias, playground, brinquedoteca, entre outros espaços de convivência exclusivos.

Serviços e conveniências - Concierge, manutenção e limpeza, áreas comuns bem equipadas, entre outros serviços exclusivos. No entanto, é importante ressaltar que a definição de um imóvel de alto padrão pode variar de acordo com a cultura e as expectativas do mercado local.

Um imóvel de alto padrão geralmente se refere a uma propriedade que oferece um nível superior de padrão construtivo e qualidade em acabamentos, comparados com as propriedades comuns. Essas propriedades geralmente têm uma localização privilegiada, arquitetura diferenciada e infraestrutura sofisticada, como áreas comuns de lazer e segurança.

O que define um imóvel de luxo?

Por outro lado, um imóvel de luxo geralmente é uma propriedade mais exclusiva, que oferece características e serviços exclusivos que atendem às necessidades de clientes mais exigentes.

Essas propriedades costumam ter uma localização ainda mais privilegiada, acabamentos ainda mais refinados, como mármore e madeiras nobres, sistemas de automação residencial, elevadores privativos, e outros detalhes que agregam ao conforto e sofisticação do espaço.

Além disso, essas propriedades geralmente oferecem serviços adicionais, como concierge, segurança privada, limpeza e manutenção, que visam proporcionar aos seus moradores uma experiência única de moradia.

Qual a diferença entre imóvel de luxo e imóvel de alto padrão?

Em resumo, um imóvel de alto padrão é aquele que oferece um alto nível de qualidade e conforto, enquanto um imóvel de luxo é um imóvel ainda mais exclusivo, que oferece serviços e características especiais para atender às necessidades dos clientes mais exigentes.

Em outras palavras, um imóvel de luxo normalmente é construído pelo dono. Já o imóvel de alto padrão normalmente está mais ligado ao mercado imobiliário, sendo vendido pelas construtoras.

Por que comprar um imóvel de alto padrão?

Há diversas razões pelas quais alguém pode optar por comprar um imóvel de alto padrão. Alguns motivos comuns incluem:

Qualidade e conforto - Imóveis de alto padrão geralmente apresentam uma construção de qualidade superior e materiais de alta qualidade, o que pode oferecer maior conforto e durabilidade ao morador. Esses imóveis também costumam ter mais espaço e amenidades, como áreas de lazer, piscinas, salões de festas e academias, o que pode aumentar o conforto e a qualidade de vida dos moradores.

Investimento - Imóveis de alto padrão podem representar uma oportunidade de investimento, especialmente se estiverem localizados em áreas valorizadas. Esses imóveis tendem a manter seu valor e, em alguns casos, até mesmo valorizar com o tempo.

Privacidade e segurança - Imóveis de alto padrão geralmente contam com medidas de segurança mais rigorosas, como portarias com controle de acesso, câmeras de segurança e cercas elétricas. Além disso, esses imóveis muitas vezes estão localizados em bairros nobres e exclusivos, o que pode oferecer maior privacidade aos moradores.

Personalização - Ao comprar um imóvel de alto padrão na planta, o comprador tem a oportunidade de personalizar o imóvel de acordo com suas necessidades e preferências, escolhendo acabamentos, materiais e até mesmo o layout do imóvel.

No entanto, é importante lembrar que a aquisição de um imóvel de alto padrão requer um investimento financeiro significativo e que a decisão de compra deve ser tomada com cuidado e planejamento, levando em consideração as necessidades e possibilidades do comprador.

Fonte: Auten Incorporadora

Quer diversificar? Confira cinco dicas para investir em imóveis

Saiba como diversificar seus investimentos com mais segurança através de imóveis


Foto: Matthew Henry/Unsplash

“Meu deus, a incorporadora faliu no meio da obra! A obra está atrasada. A obra foi embargada. O imóvel está mais barato do que quando comprei!” Durante meus 15 anos de mercado imobiliário, escutei esses e muitos outros desabafos de amigos, familiares e investidores que se aventuraram sem o devido know how ou apoio profissional.

Por isso, tentarei nesse artigo lhe oferecer de forma simples e direta, cinco dicas para investir em imóveis.

Enfim, o que eu preciso saber antes de investir em imóveis?

Procure profissionais qualificados

Assim como um advogado não deve realizar uma cirurgia, ou um médico escrever um acordo de acionistas, pessoas que não sejam da área imobiliária não devem investir em imóveis sem amparo profissional.

Muitas vezes chegam até mim indivíduos com investimentos imobiliários em situações bastante complicadas por erros simples e possíveis de serem evitados. Sem dúvida, não é aqui que você deve economizar. Você poderá negociar valores, acabamentos, prazos e outros itens, porém nunca deixe de ter ao seu lado apoio de alguém realmente qualificado no assunto.

Se sua intenção for investir em imóveis prontos, seu risco sem dúvida é menor. Porém, sua possibilidade de retorno, no geral, também deve ser mais baixa. De qualquer maneira, procure sempre um corretor de sua confiança para lhe auxiliar na escolha do bem a ser adquirido.

Destaco a importância de ser um profissional de sua confiança. Ele poderá lhe apontar as melhores opções de imóveis atualmente disponíveis no mercado de acordo com seu objetivo. Caso não tenha ou não encontre alguém que lhe inspire confiança, pesquise a reputação das imobiliárias atuantes em seu mercado e siga com aquela que lhe traga conforto. Além disso, nunca deixe de fazer sua própria pesquisa. Comparativos extras são sempre bem-vindos.

Se seu foco for investir em imóveis na planta, ou investimento direto junto a uma incorporadora (Crowdfunding, equity direto na SPE/SCP), sua atenção deve ser redobrada.

Sem dúvida, nesse caso, além do corretor de confiança citado anteriormente, não deixe de ter ao seu lado também um bom advogado. Na dica 02 você entenderá por que o advogado tem um papel importante nessa jornada.

Nesse tipo de investimento, também é importante você validar se o empreendimento foco está sendo gerido de fato por profissionais.

Faça sua lição de casa! Avalie incorporadora, seguros e licenças

Tenho certeza de que você se dedicou muito para ganhar o capital que agora quer investir. Por isso, tome seu tempo e dedique atenção a esta decisão. Ao escolher o “alvo”, seja um imóvel pronto, seja um empreendimento em desenvolvimento, nunca esqueça de checar o básico:

  • Licenciamento: solicite e avalie o alvará, registro da incorporação e licenças básicas (ambientais, bombeiros, energia, água). Um bom advogado pode lhe auxiliar nesses itens. Com eles, você poderá avaliar se o empreendimento está devidamente licenciado e com sua parte documental em dia.
  • Seguro: verifique junto ao incorporador se o empreendimento possui seguro de conclusão de obra. Esse seguro lhe garantirá a conclusão da obra em caso de falência da construtora/incorporadora, em caso de abandono de obra, atrasos relevantes e outros imprevistos graves. Sem dúvida é um dos itens mais importantes na decisão de investimento em imóveis na planta, e que 99% dos investidores/compradores não conhecem ou não averiguam.
  • Incorporadora/construtora: você busca referência do médico antes de consultá-lo? E do mecânico antes de levar seu carro para oficina?  Então por que não buscar referência da empresa que desenvolverá o imóvel que você vai investir?Atualmente, a internet facilita muito essa tarefa. Em um primeiro momento, realize pesquisas básicas na internet, converse com clientes ou outros investidores, converse com proprietários de imobiliárias e corretores.Com isso poderá checar se existe algum passado ligado a empresa que possa trazer risco ou desconforto a sua decisão.Em um segundo passo, solicite à empresa desenvolvedora que lhe forneça suas certidões. Seu objetivo aqui é checar como ela está perante município, estado, governo federal e terceiros. Mais uma vez, um bom advogado aqui pode ser muito importante e facilitar sua avaliação dos documentos recebidos.

Verifique o valor por metro quadrado, medidas e extras do empreendimento

Essa dica parece um pouco óbvia? De fato, ela é. Mas, você ficaria chocado em saber quantas pessoas investem em imóvel olhando apenas o valor absoluto do bem, sem saber de fato suas medidas gerais e o que mais ele pode oferecer. Assim como em um carro, os opcionais aqui podem ser decisivos em seu investimento, de forma positiva ou negativa.

Valor por metro quadrado - Primeiramente, faça a conta básica do valor do imóvel versus sua área privativa. Esse dado lhe servirá como uma boa base comparativa entre as opções que está avaliando. Nunca avalie somente o valor absoluto do bem. Muitas vezes a diferença de metragem em apartamentos de mesma tipologia podem ser muito grandes.

Por exemplo, um apartamento econômico de dois quartos pode, facilmente, variar de 34 a 60 metros quadrados. Com isso, muito provavelmente a unidade de 34 metros quadrados terá um valor absoluto mais atraente, e um valor por metro quadrado mais elevado. Essa comparação é sempre importante para lhe auxiliar a gerar comparativos mais adequados e úteis para sua decisão.

Tamanho dos cômodos - Em uma segunda etapa, verifique e compare o tamanho dos cômodos. Qual tamanho de cada quarto? A sala tem dimensões aceitáveis? A sacada pode ser fechada e integrada a sala? Esses detalhes podem fazer uma grande diferença no momento de uma revenda ou locação. Através da análise dos cômodos, você poderá entender se de fato o imóvel atende tudo a que se propõe de forma viável e confortável.

Memorial descritivo - Em seguida, análise com atenção os itens extras do empreendimento. Pergunte, anote e compare, entre as suas opções, qual o acabamento entregue nas unidades e nas áreas comuns. Entenda se o número de elevadores atenderá de forma confortável o número de unidades habitacionais do empreendimento.

Apesar deste item ter regras especificas dos bombeiros e prefeituras, pode ser um bom diferencial quando o empreendimento oferece número de elevadores acima do exigido pela legislação.

Não esqueça também de verificar se as áreas comuns são de fato relevantes e úteis, e se serão entregues mobiliadas. Muitos empreendimentos são entregues sem qualquer mobília. Isso pode se tornar um problema sério, pois após a entrega é muito comum não haver consenso entre os proprietários das unidades quanto a decoração da área comum. Com isso, muitas vezes, o condomínio acaba ficando por muito tempo (as vezes para sempre) com suas áreas comuns em grande parte vazias. A desvalorização que isso gera ao imóvel é enorme.

Por isso, não esqueça de checar esse item junto a incorporadora, verificando no contrato de compra e venda, e em seu memorial descritivo, tudo que de fato será entregue.

Valor do condomínio - Por último, mas não menos importante, verifique a estimativa do valor de condomínio. Um condomínio alto, sem dúvida alguma, impactará no valor e liquidez do seu imóvel. Então, se o investimento estiver sendo feito em imóvel pronto, esse item poderá ser checado facilmente. Basta solicitar um boleto do condomínio do mês anterior.

Porém, se o imóvel a ser adquirido ainda estiver na planta, solicite a incorporadora a estimativa de condomínio futuro. Para uma maior segurança neste item, peça também a memória de cálculo desse valor.

Com essa informação em mãos, você poderá analisar se de fato todos os itens que compõe o custo de condomínio foram considerados na estimativa informada. Caso o valor estimado do condomínio não tenha um embasamento concreto, poderá lhe trazer surpresas desagradáveis após a entrega.

Saiba seu objetivo antes de investir

Você deseja comprar para revender futuramente? Ou ficará com o imóvel para locação?

Essas perguntas são mais importantes do que podem parecer. Sem dúvida, eu poderia escrever outro artigo para explorar cada uma delas. Então, vou tentar, de forma direta e sucinta, evidenciar a importância de ter seu objetivo claro e definido. 

Reputação da construtora - Se seu investimento tem como foco o ganho com a revenda do imóvel, é importante você saber a reputação da incorporadora que está desenvolvendo o empreendimento. Algumas incorporadoras têm um nome (marca) que podem lhe trazer maior liquidez e valor por metro quadrado no momento da revenda.

O outro lado da moeda também é verdadeiro. Empresas com um histórico negativo, sem dúvida poderão gerar um olhar mais duvidoso em possíveis interessados no momento da revenda, gerando a necessidade de descontos não previstos por você para de fato concretizar a venda.

Um segundo item importante de ser analisado, se seu investimento tem como objetivo a revenda, é o famoso timing. Ao comprar um imóvel na planta, você estará concorrendo com a incorporadora caso outras unidades ainda estejam em estoque e você deseje vender sua unidade também.

Porém, pode ser de grande valia você acompanhar a disponibilidade do estoque da incorporadora. Pois, muitas vezes a incorporadora termina sua obra sem unidades disponíveis. Então, este pode ser o momento ideal para sua revenda.

Na entrega do empreendimento, normalmente existe por parte da incorporadora um significativo investimento em marketing para divulgar a conclusão da obra e entrega, o que pode lhe facilitar a atração de possíveis compradores.

Além disso, muitas vezes esse pode ser um dos melhores momentos da curva de valorização do imóvel, podendo lhe trazer uma possiblidade de realização de um bom resultado se sua intenção não for manter o imóvel em carteira.

Contudo, se seu objetivo é a geração de renda através da locação do imóvel adquirido, existem diversas outras nuances que você deve ficar atento. Por exemplo, você tem como objetivo locar este imóvel somente com contratos de longo prazo (12 meses ou mais)? Ou você terá como foco locações curtas?

Em ambos os casos não se esqueça de separar parte do capital para poder “rechear” a unidade com o básico. Em caso de locação de longa temporada, serão necessários moveis/marcenaria e linha branca, e em casos de locações de curta estadia, todo enxoval básico, como lençóis, talheres, e outros artigos de primeira necessidade do hospede.

Quando sua intenção é locar o imóvel, se possível, solicite que a construtora/incorporadora entregue o piso finalizado. A maioria dos empreendimentos são entregues apenas no contrapiso, o que exigira que você tenha que finalizar o piso após a entrega, podendo gerar um desgaste grande para aqueles que não são da área. Então, se houver a possibilidade da unidade ser entregue totalmente finalizada, lhe auxiliará muito quando o objetivo for a locação. Assim, você precisara somente focar na mobília e afins. 

Não tenha pressa!

Investir em imóvel requer paciência. A pressa e ansiedade serão, sem dúvida, seus inimigos nesse mercado. Por isso, se deseja fazer movimentos rápidos ou se muitas vezes precisa de liquidez de forma inesperada, investimento em imóvel não deve ser considerado. A “estratégia de saída” do investimento imobiliário tem seu momento certo, e muitas vezes não pode ser previsto e planejado com precisão. 

Por: Jose Mario Marim Jr*
*Fundador e CEO da Blue Empreendimentos, VP de Habitação de Interesse Social do Sinduscon-PR, diretor do YPO Brasil – Capítulo Curitiba. Formado em Administração, é pós-graduado pela FGV e mestre em Gestão de Negócios por Harvard.
Fonte: Exame