Sinduscon Caxias do Sul celebrou 49 anos de contribuição à construção


Foto: Expedia Turismo

O Sinduscon Caxias do Sul completou, neste mês de agosto, 49 anos de atuaçãodedicada ao desenvolvimento do setor da construção e da comunidade. Tem sob o seu guarda-chuva, além de Caxias do Sul, os municípios de Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Prata e São Marcos, no Rio Grande do Sul. Desde sua fundação, o sindicato tem desempenhado um papel fundamental ao representar mais de três mil empresas, fortalecendo a indústria e promovendo um ambiente de colaboração.

“O Sinduscon Caxias do Sul é mais do que uma associação empresarial, é um elo que une esforços para impulsionar o crescimento sustentável da construção em nossa região. Temos orgulho de ser um agente de mudança, trabalhando em prol dos interesses de nossos associados e da comunidade em geral”, pontua a presidente do Sinduscon Caxias, Maria Inês Menegotto de Campos.

Ao longo de sua história, o Sinduscon Caxias tem se destacado por sua atuação em diversos projetos de destaque que beneficiam tanto os associados quanto a sociedade. Além da ampla gama de serviços, incluindo convenções coletivas, orientações jurídicas, cursos de qualificação e capacitação, o maior benefício se dá nos eventos mensais com troca de conhecimento, informações e força para o setor.

Dentre os projetos realizados nesta gestão, liderada por mulheres, destacam-se as feiras e eventos, que promovem a capacitação e networking dos associados; reuniões-almoço mensais, com assuntos de interesse do setor; e o Seminário Jurídico e Imobiliário de Caxias do Sul, realizado em maio, e que proporcionou um amplo debate sobre temas relevantes para a Construção Civil e do Direito, com nomes de destaque nacional.

No próximo dia 19, o sindicato promoverá, no Sesi da cidade, o Dia Nacional da Construção Social (DNCS) 2023. O evento é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão de Responsabilidade Social (CRS). Será a primeira edição em Caxias do Sul.

Para outubro, a entidade está programando o Seminário “Summit Imobiliário” que trará palestras com profissionais renomados e cases inspiradores.

“Também é válido destacar que em abril deste ano, participamos, do Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil e FEICON, em SP.  Em maio, da agenda Legislativa da construção 2023, com parlamentares do RS em Brasília. E em julho, tivemos uma importante Reunião-almoço com superintendência da Caixa Econômica Federal para discussão e explanação do Programa MCMV”, complementa a presidente.

São muitas as atividades desta gestão: em junho, o Sinduscon solicitou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), a revogação da Resolução 01/2001, que trata da composição do Conselho, para ingressar no Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). A participação do Sinduscon Caxias do Sul enriquece o diálogo sobre as diretrizes e critérios de gestão dos resíduos da construção civil, visando à redução de impactos ambientais.

O Sindicato é ativo em sete diferentes Conselhos Municipais. Importante ressaltar a participação intensa, da presidente Maria Inês, em reuniões semanais com membros da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), para que seja produzido um documento que norteie a correta destinação dos resíduos gerados pelo setor da construção civil em Caxias do Sul. A presidente também atua na Comissão de alteração e modernização do Código de Obras e Plano Diretor Municipal. Para Caxias do Sul, o Sinduscon ainda incentiva a implantação do sistema de gás subterrâneo.

O Sinduscon Caxias do Sul reafirma seu compromisso contínuo com a promoção do crescimento sustentável da Construção Civil e sua dedicação em servir como um pilar de apoio aos associados e à comunidade em geral, fortalecendo assim o setor e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Fonte: Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Emissões de fundos imobiliários crescem e beiram os R$ 11 bilhões até julho


Foto: Adam Nowakowski/Unsplash

A recuperação das cotações na bolsa e o início do ciclo de cortes da taxa Selic começam a destravar as ofertas de fundos imobiliários. No fim de junho, chamaram a atenção a nona emissão de cotas do CSHG Logística, o portfólio com maior número de investidores do segmento (350 mil), que movimentou quase R$ 1,6 bilhão, e o de shopping centers XP Malls, que levantou R$ 937,5 milhões em duas emissões em sequência, com forte rateio, atraindo 50 mil cotistas na tranche destinada ao varejo.

Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Capitânia e XP Habitat registraram em julho operações que somaram R$ 600 milhões e a fila em análise aumentou consideravelmente de lá para cá. No conjunto, entre ofertas de tijolo e papel, o regulador avalia mais R$ 4,5 bilhões, excluindo-se da conta ofertas de fundos dedicados à cadeia agroindustrial (Fiagro). Pelas estatísticas da Anbima, associação das instituições que atuam no mercado de capitais, R$ 10,9 bilhões em operações inundaram o mercado até julho, entre ofertas registradas, com esforços restritos e de rito automático ou ordinário. No ano passado, o segmento movimentou R$ 24,7 bilhões.

O mix atual traz mais casos de “tijolo”, com imóveis físicos na carteira, após uma temporada predominantemente de fundos de “papel”, compostos por ativos de crédito que servem de lastro para financiar o setor, como letras de crédito imobiliário (LCI), certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e letras hipotecárias (LH). “Desde 2020, os gestores vêm aguardando uma janela para novas emissões”, afirma Maria Fernanda Violatti, chefe de fundos listados da XP. “Agora, tem o início do ciclo de redução de juros e ainda dá para fazer aquisições a preços favoráveis.”

Entre os outros nomes que já testam a disposição do investidor para casos mais ligados à economia real estão BTG Pactual, Vinci Partners, GTIS Brasil, Riza, Unimed Investcoop, TRX Real Estate e Capitânia Malls.

O fundo da Capitânia focado em participações em shoppings já roda com patrimônio líquido em torno de R$ 200 milhões. Caio Conca, sócio responsável pelo segmento na asset, afirma que, como o setor é predominantemente de pessoas físicas — quase a totalidade dos 2,2 milhões de investidores em cerca de 480 fundos listados na B3 —, demora mais a reagir à melhora do cenário macro, enquanto os mercados de ações e câmbio “respondem em tempo real”.

Em julho, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix), que indica o desempenho médio das cotações, atingiu os 3,2 mil pontos — seu maior nível desde dezembro de 2019. No entanto, diz Conca, como os preços estavam muito depreciados, em geral os fundos ainda estão abaixo do valor patrimonial. Isso quer dizer que, na prática, a cota está sendo negociada por um preço abaixo do valor dos ativos que compõem sua carteira. “Há fundos que estavam sendo cotados a 50% de seu valor e andaram para 85%”, comenta.

Em 2022, o desconto das cotas de fundos imobiliários de tijolo chegou a 33%, pouco acima da média dos portfólios que compõem o Ifix, diz Violatti, da XP. Segundo relatório assinado por ela, a média de desconto dos fundos do índice estava em 5% ao fim de julho. Na recuperação dos últimos meses, a classe de tijolos avançou mais e a diferença entre o valor patrimonial e o de mercado está em 3,1%, abaixo da observada nos fundos de papel, de 6,4% em média.

Historicamente, o prêmio dos fundos de tijolo em relação às NTN-Bs de dez anos oscila entre 1,5 e 2 pontos percentuais, mas a diferença atual, da ordem de 3,5 pontos, está deslocada, diz Michel Wurman, que lidera a área de ativos imobiliários do BTG Pactual.“Esse dado se junta com outro: em ciclos de queda de juros passados, a valorização média [das carteiras com imóveis] foi de 20%. Há uma boa camada para andar, daí a confiança na recuperação, olhando só para o fator técnico.”

Por: Adriana Cotias e Liane Thedim

FIIs: início do ciclo de cortes da Selic já impulsiona números dos Fundos imobiliários


Foto: Alexander Tsang/Unsplash

O recente início do ciclo de cortes da taxa Selic já apresenta um impacto significativamente positivo nos investimentos em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Há 3 anos disponíveis para pessoas físicas, os Fi-Infras ganham espaço como opção rentável de investimento.

Conforme indicado pelos dados da Sequóia Properties, o fundo multissetorial SEQR11 experimentou um aumento de 4,6% em sua base de cotistas em julho, na comparação com o mês de junho, e um impressionante crescimento de 15,52% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Uma das consequências diretas desse cenário de corte da Selic é o aumento dos dividendos distribuídos pelos FIIs. No mês de julho, a cota do fundo SEQR11 registrou uma elevação de 7,9%, refletindo a atratividade desses investimentos diante do atual panorama econômico.

Outro fator a ser considerado é a recuperação dos preços de mercado dos FIIs, que, por sua vez, estimula a realização de novas emissões com o objetivo de expandir o portfólio dos fundos.

Esse movimento de ampliação da diversificação não apenas reduz os riscos associados aos investimentos, mas também dilui os custos, tornando os fundos imobiliários ainda mais atrativos para os investidores.

Uma análise mais ampla do mercado revela que os FIIs estão atualmente sendo negociados abaixo de seus valores patrimoniais. Esse cenário sugere uma excelente oportunidade de entrada para os investidores que desejam se posicionar nesse segmento em crescimento.

Os fundos imobiliários voltados para ativos reais, conhecidos como fundos de tijolo, destacam-se nesse contexto. Seus retornos adicionais são acentuados pelo desconto nas cotações e pelo fato de seus fundamentos não estarem diretamente atrelados a índices econômicos voláteis.

De acordo com Fábio Idoeta, CFO e Diretor de Relações com Investidores da Sequóia Properties, o movimento de crescimento dos FIIs acontece há alguns meses, desde que a curva longa das taxas de juros futuros começou a projetar queda.

“O mercado tende a se antecipar à trajetória esperada da curva de juros futuros. Quando essa trajetória indica uma redução, os investidores começam a migrar seus capitais de investimentos de renda fixa, que perde atratividade, para alternativas mais rentáveis, como os FIIs. A expectativa de um ambiente de juros mais baixos tem sido recorrente e, com o último corte da Selic superando as previsões, o processo de migração é ainda mais acelerado”, afirmou o gestor do fundo imobiliário.

Diante desse contexto, é válido destacar que oportunidades estão emergindo em diversos setores de FIIs, desde logístico e industrial até segmentos como laje, renda urbana e saúde.

Segundo Idoeta, a perspectiva é promissora para todos esses setores de FIIs, e os investidores estão aproveitando essa janela de oportunidade para diversificar suas carteiras e buscar rendimentos mais atrativos, impulsionados pelo ciclo de cortes da Selic e pelo otimismo no mercado de fundos imobiliários.

Por: Allan Ravagnani
Fonte: Suno

Ser um bom investidor pode estar mais no seu DNA do que você imagina

Nosso cérebro continua programado para agir como quando ainda vivíamos na caverna; hoje caçamos ações, não comida


Foto: ANIRUDH/Unsplash

O genoma humano é impressionantemente rico em detalhes – a ponto de que muitos de nossos comportamentos possam refletir de acordo com o que nossos ancestrais faziam décadas, séculos e até mesmo milênios atrás. Mas a vida evoluiu: não somos mais os animais nômades, caçadores que éramos por muito tempo. Mas o que isso tem a ver com o mercado de ações?

Segundo Terence Burnham, ex-professor de Harvard, ex-trader do Goldman Sachs e autor do livro “A Culpa é da Genética” – que traça uma relação entre o código genético e nossas decisões de investimento -, o nosso cérebro permaneceu igual durante todo esse tempo. E as instituições, como a bolsa de valores, evoluíram ao redor dos humanos e não os humanos ao redor delas. “A velocidade da nossa mudança cultural ultrapassou a nossa mudança biológica nos últimos 100 mil anos”, destaca o professor em entrevista exclusiva ao InfoMoney. 

O que isso significa? Que os mesmos caçadores, com lanças e pedras nas mãos, estão hoje calculando valuations e analisando gráficos para comprar ações. De acordo com Burnham, nosso cérebro tem a tendência a repetir a mesma função, quando ela deu certo, por tempos e tempos. Por conta, muitos investidores teimam em usar sempre a mesma metodologias (em mercados diferentes) e comprar as mesmas ações de sempre. Acomodamos no acerto até ele se provar um erro. 

Talvez por conta dos nossos primitivos instintos de sobrevivência, as sociedades tenham evoluído para se tornarem ambientes “selvagens” – levando a bolsa, um ambiente altamente competitivo e meritocrático, a parecer uma verdadeira “selva de pedra”. “Nosso padrão de comportamento reflete, em maneiras muito significativas, questões ancestrais. E nossas organizações são construídas e evoluem ao redor da natureza humana”, salienta Burnham, que recentemente falou sobre a possibilidade das bolsas norte-americanas sofrerem um “crash” semelhante ao que foi visto em 1929.

Controle, controle.. é genético?

Burnham destaca que o que era importante ao caçar o alimento do grupo permanece importante na hora de buscar ações – controlar a ansiedade para impedir que o caçador se torne a caça, ou que o lucro a ser registrado não se torne um prejuízo. “Por conta disso, a maioria das pessoas performa mal ao tentar investir, mas há quem tenha grande sucesso, por saber se controlar”, afirma Burnham. 

Para ele, há duas formas de controle: ou você nasce com o autocontrole necessário, ou aprende durante sua vida a eliminar seus instintos de destruição. “Eu não conheço nenhuma estatística que mostre isso, mas minha percepção é que o segundo caso é mais comum. Grandes investidores sentem as mesmas pressões que outros, mas possuem técnicas para alterar o comportamento”, afirma o professor. 

Isso significa também controlar os instintos irracionais de manter ativos que não devam ser mantidos – muito comum entre aqueles que investem em ações que caem forte e precisam de justificativa para recuperação. “Muitas decisões são feitas fora do nosso controle racional, às vezes inventamos histórias para nós mesmos depois de decisões”, destaca.

Há diferenças entre homem e mulher

Se a nossa herança cultural genética importa muito na hora de investir, isso significa que há pelo menos dois tipos de investidores diferentes: os homens e as mulheres. Ambos assumiam papéis muito diferentes no período chamado de pré-história, quando o homo sapiens moderno foi formado, o que criou mudanças nítidas.

As responsabilidades assumidas por ambos eram muito diferentes ao longo da história: enquanto os homens caçavam, as mulheres tomavam as responsabilidades “estacionárias”, como cuidar de plantações e filhos. “Homens e mulheres são diferentes biologicamente. As mulheres, por exemplo, são melhores em memória espacial, talvez pelo fato de que as plantas não se mexem, mas animais correm”, fala Burham.

Ele cita que há diversos estudos acadêmicos que provam que essa diferença biológica se traduz na bolsa de valores – e mostram que os homens são piores investidores que mulheres. “No estudo mais famoso que eu conheço, homens e mulheres são iguais na hora de escolher ações, mas costumam fazer pior, por que trocam mais sua carteira e fazer isso é custoso”, destaca Burnham. 

Homo buffettus?

Warren Buffett, o investidor mais bem sucedido da história, porém, é homem e costuma permanecer bastante tempo com cada ação que compra – aprendendo a controlar seus instintos com o tempo. Mas ele já disse publicamente que a única razão pelo seu sucesso é que só competiu com metade da população por muito tempo, somente contra os homens.

O megainvestidor promove um ambiente de extrema meritocracia em suas empresas e apenas um de seus filhos, Howard, integra o conselho da Berkshire Hathaway, a empresa do lendário. Teria ele herdado as qualidades de bom investidor do pai? Dificilmente: como investidor, não há o que diferencie geneticamente Howard de qualquer outro investidor – mas certamente ele cresceu mais acostumado com a mentalidade de um investidor campeão com qualquer outro. 

Mas a linhagem de Warren e Howard Buffett pode criar uma nova espécie de superinvestidor? Burnham saliente que poderia em milhares de anos, mas o ambiente de investimentos muda rápido demais para isso – tente comparar o ambiente da bolsa atual com a do século 18, quando Isaac Newton perdeu tudo que tinha com uma companhia que não existia. “O cenário de investimentos sempre muda, nenhum estilo pode dominar no longo prazo. Eu acredito que o estilo de Warren Buffett saíra do destaque no futuro próximo”, finaliza o ex-professor de Harvard.

Por: Felipe Moreno
Fonte: Infomoney