Mercado imobiliário 2023: quais as tendências para o setor?


Foto: Simone Hutsch/Unsplash

Um dos setores mais fortes do Brasil, o mercado imobiliário se mostrou resiliente diante dos infortúnios provocados pela pandemia. Agora, praticamente dois anos após o período sanitário mais crítico, vivemos outras transformações: transição de governo, mudanças no comportamento do consumidor e diversas variáveis da economia internacional. Diante de tudo isso, o que esperar para o próximo ano? Hoje vamos falar de algumas tendências que devem se sobressair no período e, certamente, ditar o cenário para Mercado imobiliário 2023. Acompanhe:

Aumento na procura por salas comerciais

O home office, modalidade que se tornou uma das principais alternativas durante o período de isolamento social, fez com que muitas empresas abandonassem os pontos comerciais. No entanto, agora, com a retomada das atividades presenciais, muitas organizações estão retornando aos escritórios físicos.

Para se ter uma ideia, uma matéria veiculada pelo portal CNN no final de novembro de 2022, apontou uma procura recorde por espaços corporativos na região da Faria Lima, mesmo com o preço do metro quadrado em alta progressiva. E essa tendência deve seguir forte em 2023, com mais empresas retomando antigas instalações ou procurando por novas.

Existem algumas explicações para o fenômeno: além da relação entre produtividade x trabalho presencial, empresas (em especial as de grande porte), precisam estar em evidência e, mesmo com todas as facilidades proporcionados pelo trabalho remoto, estar bem localizada ainda conta muitos pontos na hora de fechar negócios. Tais fatores, aliados à um período de maior “estabilidade” no que diz respeito ao controle da pandemia, devem diminuir a taxa de vacância nesses endereços, e, principalmente, aumentar a disputa por salas e imóveis comerciais.

Novos lançamentos devem aquecer as vendas

Dados da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, apontaram que, na virada de 2021 para 2022, o crescimento na venda de imóveis ultrapassou os 46%. E a tendência é que esses números se mantenham estáveis no próximo ano.

Isso porque existe uma demanda represada: segundo a ABRAINC – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, durante o primeiro semestre desse ano, as vendas de imóveis superaram o número de lançamentos.

No geral, os investidores e incorporadores estão otimistas. Embora o país esteja enfrentando altas consecutivas na taxa Selic, a queda no desemprego e uma maior estabilidade no custo dos insumos da construção civil devem destravar tanto os lançamentos quanto as vendas e, dessa forma, aquecer o mercado.

Imóveis sustentáveis

Os impactos da pauta ambiental no setor da construção civil devem refletir, cada vez mais, no mercado imobiliário. Edificações sustentáveis e moradias “eco friendly” estão em alta, especialmente para o segmento corporativo e conjuntos residenciais de alto padrão.

Isso significa que projetos construtivos que visam aproveitar os recursos naturais da melhor forma possível, com fontes de energia alternativa e bioarquitetura, por exemplo, terão grande apelo comercial, especialmente para o público com maior poder aquisitivo. Nesse sentido, certificações sustentáveis aumentam ainda mais o valor do imóvel.

Para o corretor, entender o conceito é extremamente desejável e, certamente, um diferencial competitivo. Em pouco tempo, esse segmento deve se popularizar e demandar profissionais especializados.

Tokenização imobiliária

Você está por dentro do mercado de ativos digitais? Se não, é hora de procurar saber mais sobre criptomoedas, blockchains, NFTs e tokens. Mas calma, vamos falar da tendência de tokenização de uma forma resumida e didática.

Colocando de uma forma bem simplória, “tokenizar” é fragmentar um ativo real (um terreno, por exemplo) em uma “cota” que pode ser negociada digitalmente. À essa cota, damos o nome de token.

Exemplificando: Ao invés de vender 100% de um terreno para um único comprador por um valor milionário, ele é fragmentado digitalmente e vendido para diversos compradores que podem decidir comprar uma ou mais partes dele. Como ele é lastreado em um valor de mercado, regulado por uma entidade, esse token pode valorizar ao longo dos anos. E, cada um dos compradores, pode lucrar ao comercializar esses tokens, posteriormente.

Além de facilitar investimentos, o conceito traz inúmeras possibilidades para o mercado imobiliário, tanto para compra, quanto para locação de imóveis. Mas o mais interessante é desburocratizar o processo de comercialização e aquisição, sem abrir mão da segurança (graças às blockchains).

Esse é um assunto relativamente novo no Brasil e ainda carece de regulamentação. No entanto, países como Estados Unidos e Suíça já estão bem avançados quanto à tokenização de imóveis, o que significa que, muito em breve, essa tendência deve se consolidar como mais uma oportunidade de negócios.

Fonte: Mercado Imobiliário

Momento é vantajoso para investir no mercado imobiliário?


Foto: Breno Assis/Unsplash

O preço dos imóveis novos e usados subiu 5,66% nos 12 meses encerrados em março, segundo o Índice FipeZAP. Só em março de 2023, o preço médio aumentou 0,42% em comparação com fevereiro. Já o preço médio de venda foi de R$ 8.400/m² no mês passado e São Paulo, Vitória, Rio, Brasília e Curitiba registraram valores acima desse patamar.

Além disso, o mesmo levantamento apontou que nos últimos 12 meses, o preço do aluguel residencial do país subiu de 16,76%. Diante desse cenário, fica a dúvida: agora é um bom momento para comprar um imóvel?

Para Armando Botelho, diretor comercial da Creditú, fintech de empréstimos hipotecários, esta é a hora de investir no mercado imobiliário.

“Se o valor do imóvel está aumentando acima da inflação, como já ocorre pelo menos há oito anos, significa que vale a pena comprar imóvel mesmo com o reajuste da inflação, pois o retorno também será acima da inflação”, comenta Botelho.

Além disso, de acordo com o profissional, o momento é propício para negociar. “Com a taxa de juros alta, a Selic a 13,75% e os bancos aumentando a taxa do financiamento de aquisição de imóveis, se você tem um imóvel com valor um pouco mais alto ou já conseguiu a aprovação de crédito, você tem a oportunidade de fazer boas negociações com as incorporadoras e vendedores”, recomenda o profissional.

Porém, antes de fechar um negócio, é preciso dar um passo atrás e avaliar se será possível arcar com os custos do financiamento.

“Uma recomendação que a gente sempre dá é simular o crédito imobiliário, ou seja, submeter uma proposta antes de comprar o imóvel para saber o quanto você consegue captar. Isso pode ser feito através do site da Creditú e de bancos. A partir do momento em que você entende o quanto consegue de financiamento, você pode procurar um imóvel”, finaliza o profissional.

No ano passado, a Creditú, fintech que promete desburocratizar o acesso ao crédito e facilitar o processo de aquisição de imóveis, concedeu mais de R$ 20 milhões em originação de crédito no Brasil para 40% de brasileiros desassistidos pelos bancos, entre eles, profissionais autônomos, informais, pessoas com nome negativado e brasileiros que moram fora do país.

Fonte: Guia do Investidor

Fundos imobiliários em queda – Esse é o melhor momento para investir?


Foto: Héctor J. Rivas/Unsplash

Os Fundos Imobiliários estão em queda livre e muita gente se questiona se essa é uma boa oportunidade de investir em FIIs. Será que chegou o momento de aproveitar os “descontos” na Bolsa de Valores e investir em fundos imobiliários para viver de renda?

A verdade é que estamos enfrentando um momento de incertezas no cenário político e de instabilidade quanto à inflação e aos juros no Brasil. E isso tem tudo a ver com a cotação dos fundos imobiliários.

Juros altos derrubam FIIs

A taxa básica de juros, nossa Taxa Selic, está em 13,75% ao ano, num patamar bem elevado para os padrões brasileiros. Com isso, os fundos imobiliários se tornam menos atraentes.

Afinal, esse tipo de ativo é destinado, principalmente, para quem procura uma boa renda mensal.

Logo, os juros altos causam uma migração de capital da Bolsa de Valores para a renda fixa.

Isso porque os investidores mais conservadores vão acabar preferindo uma renda mais certa e praticamente sem riscos. E é aí onde entram os títulos públicos e outras opções consideradas seguras, como os CDBs, as LCIs/LCAs e os CRIs/CRAs.

Os fundos imobiliários vão continuar baratos? - Os FIIs são ativos de renda variável negociados na Bolsa, mas sofrem pouca volatilidade devido à sua principal característica: a manutenção de imóveis reais.

Não por acaso, o índice IFIX, que mede o desempenho dos principais fundos imobiliários, caiu 5% nos últimos 6 meses. E isso foi suficiente para assustar o mercado.

O fato é que os FIIs tendem a se valorizar à medida que a taxa de juros se estabiliza. E, em algum momento, a Selic vai voltar a cair.

Assim, o melhor momento para comprar fundos imobiliários é, exatamente, durante um ciclo de baixa, como este em que estamos nesse momento.Basta olhar para a quantidade de apostas realizadas na Mega-Sena semanalmente para saber: viver de renda é o sonho de milhões de brasileiros. Mas a verdade é que contar com a sorte para atingir esse objetivo torna a probabilidade de alcançá-lo bastante baixa.

A boa notícia é que existe uma forma mais assertiva de acumular patrimônio para alcançar a independência financeira e, eventualmente, conseguir viver de renda. Estamos falando dos Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs).

Normalmente mais seguros e acessíveis que o investimento em imóveis físicos, os FIIs têm chamado cada vez mais a atenção dos brasileiros e encerraram o ano passado com mais de 1 milhão de cotistas. Segundo dados da própria B3, o número de investidores não chegava a 650.000 em dezembro de 2019.

É hora de comprar fundos imobiliários?

Na minha opinião, esta é uma boa hora para comprar fundos imobiliários de tijolo e logística, por exemplo, com um belo desconto.

Já os fundos de papel, que investem unicamente em títulos de renda fixa relacionados ao mercado imobiliário, tendem a ficar mais caros durante o ciclo de alta da Selic.

Por isso, estes fundos podem acabar perdendo valor quando os juros caírem.

De qualquer forma, você só deve considerar investir em fundos imobiliários ou quaisquer outros ativos se eles, de fato, fizerem sentido para você.

Como anda sua carteira de investimento? Está bem balanceada? Se não estiver, o primeiro passo é limpar a bagunça, organizar a casa e, só então, pensar em investir em FIIs.

Por: Raul Sena
Fonte: iSardinha/R7

Empresas expandem os negócios com os CRIs

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é uma opção de investimento em renda fixa que permite empresas anteciparem recebíveis imobiliários para financiar o mercado imobiliário no Brasil


Foto: Royal York

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é uma opção de investimento em renda fixa que permite que empresas captem recursos ao antecipar recebíveis de origem imobiliária, como fluxo futuro de recebimentos de aluguéis ou parcelas da venda de um imóvel.

O CRI foi criado em 1997 como o primeiro instrumento de securitização do país e é distribuído pelas Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) e Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM). Existem diversas modalidades de CRIs, como o Corporativo e o Pulverizado, e algumas subcategorias que possuem impacto, como BTS e Sale and Lease-Back.

Uma das diferenças entre o CRI e outros investimentos em renda fixa, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), é que os CRIs emitidos por securitizadoras não possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, os CRIs tendem a ter prazos mais longos do que as LCIs, variando de 2 a 10 anos, podendo chegar a 15 anos em casos específicos.

Além disso, o certificado pode ser uma alternativa interessante para diversificar a carteira de investimentos e obter rentabilidade, já que geralmente oferecem taxas superiores aos investimentos em renda fixa mais tradicionais.

No entanto, é importante estar ciente dos riscos envolvidos ao investir na modalidade, como o risco de crédito da securitizadora e o risco de inadimplência dos devedores dos recebíveis. Por isso, é importante realizar uma análise cuidadosa do histórico da securitizadora, da qualidade dos recebíveis e da rentabilidade oferecida.

Além disso, Lut Neto, Head de Solutions da Criteria Partners ressalta que "embora o (CRI) seja uma opção de investimento em renda fixa que permite às empresas antecipar recebíveis de origem imobiliária, como aluguéis ou parcelas da venda de um imóvel, as taxas ainda são superiores aos investimentos em renda fixa mais tradicionais."

Em suma, Lut destaca que "o CRI é uma opção interessante para investidores que desejam obter rentabilidade em renda fixa, com um foco específico no mercado imobiliário. Diante disso, como em qualquer investimento, é importante avaliar cuidadosamente os riscos e a rentabilidade oferecida antes de investir."

Fonte: Terra